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[Ficção/Drama] Mfrous Eminan - A Lenda do Paraiso

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Mfrous Eminan é uma historia contada por um jovem chamado John que sofre com um problema sério onde acaba vendo imagens estranhas em certos momentos da sua vida. Uma criatura estranha pede por sua ajuda, mas ambos não conseguem se comunicar e isso incomoda profundamente o protagonista que só quer levar uma vida normal e tediosa como qualquer pessoa normal.

Introdução - Riscos Brancos

O sol chega violentamente atacando meu olhos, com uma aspereza que sugeria o inicio do verão. Não sabia exatamente o que estava por vim, mas acredito que a luz sempre irá aparecer mesmo que não tenha olhos para vê-la. Um dia absolutamente normal no mundo, eu estava na frente do computador observando aquele grupo do whatsapp com algum programa que permitia isso, estava levemente nervoso e excitado. Meu nome é John, sou apenas uma pessoa normal no meio de um mundo absolutamente normal. Digamos que nunca tive grandes amizades ou grandes namoros, aparentemente não sou uma pessoa feita para ter um destino grandioso, mas não sinto que isso seja algo ruim.

Minha idade? Não sei exatamente, eu sou apenas uma pessoa normal que frequenta uma faculdade qualquer no mundo. Onde eu moro? Em algum lugar no norte do Brasil, suponho. Eu nunca fui muito ligado em tempo e espaço, porque raios deveria ligar para coisas do tipo "quem sou eu?" "o que estou fazendo aqui?", existem milhões de pessoas no mundo e sou apenas mais uma sem talento nenhum, apenas com grande vontade de sobreviver e vontade de comer alguma coisa diferente hoje.

Algumas letras surgem no meio da tela luminosa que eu fitava, meu amigo Crank Fisk estava digitando alguma teoria da conspiração novamente no meio de uma discussão séria sobre politica. O senhor Crank tinha 40 anos, mas era apaixonado por estudos e vivia dentro de aulas tentando aprender o máximo possível, era levemente engraçado ver ele tentando falar com garotas de 21 anos, as cantadas do cara eram um verdadeiro desastre. O outro homem chamado Betto Roger apareceu no grupo xingando o comportamento do adulto de 40 anos que só queria saber de conversar sobre teorias das conspiração.

"Não existe universos alternativos, Bolsonaro não veio de um universo alternativo, para de falar besteira cara" dizia Betto.

Não sei exatamente porque estou vendo isso e contando para vocês, mas dizem que uma historia tem que começar num ponto, mas sinceramente estou começando a achar que minhas lamentações não vão chegar a lugar nenhum. Olha o tipo de conversa que estou lendo? Sinceramente...

- Francamente... - Suspiro enquanto tento prestar atenção na aula, simplesmente desligo a tela do computador para acabar com qualquer chance de cair no lado obscuro e inútil da vida.

Psicologia é legal, mas sinto que tudo que estou aprendendo pode acabar sumindo de uma hora pra outra. Acho que não adianta querer estudar o comportamento humano já que ele é imprevisível, emoções estragam tudo, a natureza é fria suficiente para te espancar e te jogar no chão por qualquer erro que você ousa cometer. O amor é real, mas o ódio e a "vontade de ser superior" sempre estará na nossa frente. Minha professora realmente amava o que fazia, mas era obvio que ela apenas estava repetindo palavras vazias de algum cara no passado.

A aula acaba e eu simplesmente não aprendi nada, aparentemente vou ter que sofrer nos estudos para entender alguma coisa. Bom, faz parte da vida, não existe prêmio sem esforço.  

Me levanto para sair daquela sala cheia de poeira e impregnada de cheiro de suor. Crank e Betto estavam no meu lado me perguntando sobre a matéria, mas eles já deveriam saber que eu sou o cara mais desligado do mundo. Eles estavam continuando o papo que eu tinha visto anteriormente, francamente quem perde tempo discutindo sobre universo alternativos? Que papo de virgem! Ah... Acho que um virgem não deveria falar sobre isso.

— Você acha que o governo do Brasil vai mudar? - Fala Betto com um leve sorriso.

— Claro que vai meu amigo, espere por grandes mudanças! — Fala Crank espirando logo depois de completar sua frase. O espirro em tom agudo foi o suficiente para chamar a atenção de pessoas em volta.

— Bom, podemos parar de falar politica? Eu odeio isso, você sabem! — Repito uma frase que já tinha dito anteriormente para eles.

— Cara, para de esquerdar. Aceita sua derrota! — Fala Crank como seu tipico sorriso tentando me deixar irritado.

— Eu não tenho opinião politica, para de achar que sou esquerdista, cara! — Retruco tentando tirar aquela imagem que ganhei recentemente.

Estávamos parados na parada de ônibus, o assunto era inútil como sempre. Meus olhos começam a doer levemente, ultimamente eu estou vendo pontos brancos na minha visão como se fossem riscos de luz, apareciam algumas vezes e sumiam. Eu deveria procurar algum profissional para tentar me ajudar, mas estou com medo que possa ficar cego com alguma cirurgia maluca. Ah sim, já falei que tenho medo de cirurgia? No passado, tive que retirar um pedaço de pele estranha que estava crescendo na minha barriga e não foi nada legal, fiquei alguns dias preso dentro do hospital olhando o teto e comendo a pior comida que já provei na vida. Me pergunto como fica o cérebro de pessoas que vivem naquele lugar sem poder fazer nada, sinceramente acho que eu enlouqueceria.

As luzes da minha visão não estavam parando, isso é um problema. Estava até difícil de ver a estrada com aqueles inúmeros riscos, uma estranha imagem parecia se formar na minha visão. Estou enlouquecendo? Estou vendo coisas? Um homem formado pelos riscos de luz me observava com certo tédio, ele parecia ter a mesma idade que eu e tinha um rosto muito familiar.

- EnFrEnTe O sEu DeSTino! — Berra uma voz aguda na minha cabeça, um som de milhões de mosquitos estava atordoando minha cabeça.

Bom, não é a primeira vez que isso acontece. Eu não sou uma pessoa muito boa da cabeça pelo visto, simplesmente fecho meus olhos e espero aquela tortura acabar. Alguma hora aquilo vai passar, tem que passar, não quero simplesmente admitir que posso ficar cego e louco. Betto parecia me observar como se estivesse me analisando friamente.

— Você está bem, cara?

— Digamos que sim! — Respondo abrindo meu olho esquerdo para confirmar se tudo tinha voltado ao normal, aparentemente sim, aquela aberração tinha sumido.

Determinação. Sempre penso nessa palavra que vejo essas imagens estranhas, sinto que meu coração pulsa e que tenho que fazer alguma coisa.



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Cap 1 - Preludio de um novo mundo?

Nenhuma questão foram colocadas e nenhuma resposta foram dadas ali, no calor daquela tarde, mas, depois de algum tempo, eu lembrei que geralmente não recordaria muito de outros momentos estranhos que eu tinha experimentado anteriormente e curiosamente não me lembrava de nada com detalhes, apenas lembro que acontecia coisas estranhas e que eu não conseguia fazer nada a respeito. Por fim, meu corpo estava se movimentando para ir para casa, mas meus amigos acabaram me arrastando no meio da conversa para uma espécie de restaurante. Não me pergunte como isso aconteceu, só sei que estou no meio de um estabelecimento lotado de pessoas com dois marmanjos no meu lado.

O local era bastante chique para o meu bolso, ainda bem que Crank não se importava em torrar seu dinheiro conosco. Betto geralmente aproveita essa oportunidade para comer bem e reclamar sobre a vida. Estávamos esperando nosso outro amigo, Rubil Gerog, um cara que vivia faltando nas aulas e aparentemente ganhava a vida fazendo gameplay para o Youtube. Era um homem meio esfarrapado que vestia "roupas da modas" e usava acessórios de ouro, ele deveria ganhar bastante dinheiro com esse tipo de trabalho, ele tinha bastante carisma e parecia ser um bom jogador de Pokemon. Era normal uma pessoa desse tipo ter milhares de fãs na internet.

Empurraram a minha cabeça à força contra a madeira dura e negra da mesa. Ali estava Rubis que me lembrava levemente Theon Greyjoy de Game of Thrones, sinto que as vezes ele sabe o que estou pensando, isso é bizarro. Nunca ganhei uma bendita partida em qualquer jogo contra esse ser, sempre me pareceu que ele tinha algum poder maligno de ler mentes.

- Está pensando sobre mim, não é mesmo? - Fala Rubil com um sorriso irônico no rosto. - Saiba que eu sou hetero, cara!

- Sai fora! - Digo num tom entediado como se já tivesse falado isso anteriormente em outro caso. - Você perdeu outra aula importante, vai ter que estudar em dobro!

- Estive mais preocupado com a demo de Deltarune, ficou sabendo? - Fala Rubil como se estivesse contando algo inédito.

- Eu estava indo pra casa para jogar esse jogo, mas me arrastaram pra cá! - Falo com tédio enquanto observa Betto devorando um prato de batatas fritas como se fosse nada.

- Parem de nerdar, vamos aproveitar a comida! - Fala Crank devorando uma espécie de prato que nunca tinha visto na vida. - A vida é curta demais para gastar com joguinhos, aprendam comigo!

- Você gasta sua vida com teorias da conspiração, não pode dá lição de moral nenhuma! - Digo num tom levemente brincalhão e levemente ofendido.

Franzi a sobrancelha, desapontado ao provar alguma coisa que nunca tinha provado na vida, e acabei olhando de relance para onde havia algumas garotas estavam almoçando, pareciam bonitas daquela distancia, queria ter algum meio de me aproximar delas sem ser rude ou desrespeitoso, mas é melhor não pensar muito nisso. Os papos estranhos da nossa mesa continuavam, me pergunto como me empurraram pra esse tipo de programa social já que não sou uma pessoa muito amigável ou social, mas acho que tenho sorte de certa forma.

Voltou a focar no meu prato, procurando alguma maneira de puxar algum assunto que não seja estranho, esportes? futebol ou algo assim? Naaah, duvido que alguém daquela mesa queira comentar um assunto tão normal como esse. Por fim, simplesmente foco minha visão na direção de Betto que parecia estar me encarando com curiosidade.

- Alguma coisa no meu rosto? - Pergunto sem demonstrar alguma emoção.

- Você estava estranho lá naquela parada do ônibus, me diga... Você conhece o Mundo Branco? - Fala Betto num tom sério como se estivesse tentando confirmar alguma coisa.

- Mundo Branco? O que é isso? Algum jogo de nerd? - Fala Crank num tom inocente.

- Do que você está falando? - Digo levemente incomodado sem saber o que ele estava perguntando.

- Hm... Esqueça! - Fala Betto voltando com seu sorriso tipico olhando para seu prato.

Um silencio penetrou o clima, do que diabos ele tava falando? Todos o observavam, especialmente Rubil que parecia estar nervoso com o que ele tinha falado. Era alguma referencia a algum jogo? Não tenho como saber, mas não vou insistir no assunto já que aparentemente eu não deveria saber sobre isso. Bom, tento sorrir para acabar um pouco com o clima desagradável que tinha começado a se formar. Não era muito justo, mas simplesmente me preparo para sair daquele local, me despedindo do grupo para voltar logo para casa e aproveitar o resto do dia que me restava. Eu tinha praticamente tudo para uma boa vida normal. Só precisava estudar e trabalhar em um emprego que não era complicado e chato, hoje estava de folga e poderia simplesmente ir pra casa jogar alguma coisa. Saio do restaurante e simplesmente me movimento pelas ruas em direção a minha casa.



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