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Re: Feminismo: Contra o machismo ou contra a feminilidade?

em Ter 27 Fev 2018, 14:48
Tente ir em um grupo feminista e falar isso, você vai ser expulsa e atacada até pelas feministas moderadas o/
E feministas radicais são como ELAS se chamam.

Acontece que muitas vezes as femistas radicais não conhecem o termo femistas. Ele ainda tem uma repercussão pequena, então elas se chamam de feministas radicais. Mas isso não muda o fato de que o objetivo dos dois grupos é diferente.

Concordo que o feminismo INICIALMENTE era uma busca pela igualdade entre homens e mulheres, mas atualmente é tudo menos isso. O grupo foi apropriado pelas feministas radicais, que usam de sua engenharia social (como o Dante disse, mas só até essa parte) para manipular as feministas moderadas a se tornarem massa de manobra.

Então, o problema é que, querendo ou não, você não pode dizer que os objetivos de um grupo mudaram. No dicionário, feminismo é a luta pela igualdade dos gêneros. Se todas as feministas agora desejam a supremacia feminina então todas se tornaram femistas. Não foi o feminismo que mudou e sem as feministas, entende? Acontece que, como eu disse, muitas femistas não conhecem esse termo e se referem a si mesmas como feministas radicais, e se feministas moderadas começam a concordar com elas a verdade é que essas feministas moderadas são femistas moderadas. Elas só erraram o nome. Você pode chamar um lobo de cachorro, mas ele continua sendo um lobo.

Enfim, defender a igualdade entre homens e mulheres não deveria se chamar "feminismo" mais, deveria se chamar "bom-senso". Infelizmente alguns poucos não têm, mas acredito que são cada vez mais maiorias.

Isso eu concordo, mas chamaram de feminismo, então fazer o que...

Agora quanto aos que se contrapõe ao feminismo, não estão se contraponto à igualdade entre homens e mulheres, mas sim ao movimento (que não é mais o mesmo que no início, e agora se tornou um movimento de ódio aos homens, com direcionamento político, que luta principalmente pelo aborto, e etc).

O problema é eles dizerem que se contrapõe ao feminismo. Eles se contrapõe ao femismo. Todos nós, que lutamos pela igualdade entre os gêneros, somos chamados de feministas (tecnicamente), mas usaram o termo errado por tanto tempo que agora muitos acham que o feminismo é errado, e não é. O uso errado da palavra corrompeu ela, mas isso não muda o seu significado original. Por exemplo, se você disser que feminismo é ódio contra homens e lutar a favor do aborto o que acontece comigo, que sou feminista mas sou contra o aborto e não odeio homens? (eu odeio o Dante, mas ele não é um homem. Ele mal é um ser humano na minha cabeça) Você pode dizer que eu não sou feminista ou que sou feminista moderada, mas se alguém que entendesse do assunto me classificasse a maioria de nós é feminista por lutar pela igualdade entre os gêneros. Foram pesquisadores que nomearam os movimentos feminista e femista e os diferenciaram, então não podemos mudar o significado deles só porque queremos.

Edit: Catioro, Igualitários procuram estabelecer a igualdade entre toda a humanidade. Ou seja, igualdade absoluta em matéria política, social, cívica... Uma feminista pode, por exemplo, acreditar que uma pessoa rica é superior a uma pessoa pobre, apesar de acreditar que mulheres são iguais aos homens. Ou seja, não serve para substituir o feminismo.

Agora que penso nisso, acho que o igualitarismo deveria ser bom-senso, não exatamente o feminismo :think2: o feminismo tá dentro do igualitarismo, afinal.



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Re: Feminismo: Contra o machismo ou contra a feminilidade?

em Ter 27 Fev 2018, 19:01
Catioro escreveu:Lipert, tem um nome para essa ideia: Igualitarianismo.
Pois é, o pior de tudo é que as feministas dizem que o igualistarismo é machista kkkk

Acontece que muitas vezes as femistas radicais não conhecem o termo femistas. Ele ainda tem uma repercussão pequena, então elas se chamam de feministas radicais. Mas isso não muda o fato de que o objetivo dos dois grupos é diferente.
Já conversei com muitas feministas, e não conheço nenhuma que não conheça o termo ou que não leve esse termo no sentido ofensivo. Além disso, elas dizem que as ideias delas não é o ódio aos homens em si, mas sim que "é compreensível" odiar os homens, ou falar certas coisas/agir de certas maneiras contra os mesmos (por conta de não ser entre grupo dominante contra grupo dominado).

Então, o problema é que, querendo ou não, você não pode dizer que os objetivos de um grupo mudaram. No dicionário, feminismo é a luta pela igualdade dos gêneros. Se todas as feministas agora desejam a supremacia feminina então todas se tornaram femistas. Não foi o feminismo que mudou e sem as feministas, entende? Acontece que, como eu disse, muitas femistas não conhecem esse termo e se referem a si mesmas como feministas radicais, e se feministas moderadas começam a concordar com elas a verdade é que essas feministas moderadas são femistas moderadas. Elas só erraram o nome. Você pode chamar um lobo de cachorro, mas ele continua sendo um lobo.
Eu concordo com você, mas não posso ir contra o que 95% do grupo define sobre o que são. Quando eu falo sobre "feministas", estou me referindo às feministas atuais, e não ao grupo que segue o que está no dicionário (que é uma pequena parcela das pessoas feministas)... Talvez tenha um termo mais adequado às feministas atuais, que não se pautam apenas na igualdade, mas é mais simples chamá-las de "feministas".

O problema é eles dizerem que se contrapõe ao feminismo. Eles se contrapõe ao femismo. Todos nós, que lutamos pela igualdade entre os gêneros, somos chamados de feministas (tecnicamente), mas usaram o termo errado por tanto tempo que agora muitos acham que o feminismo é errado, e não é. O uso errado da palavra corrompeu ela, mas isso não muda o seu significado original. Por exemplo, se você disser que feminismo é ódio contra homens e lutar a favor do aborto o que acontece comigo, que sou feminista mas sou contra o aborto e não odeio homens? (eu odeio o Dante, mas ele não é um homem. Ele mal é um ser humano na minha cabeça) Você pode dizer que eu não sou feminista ou que sou feminista moderada, mas se alguém que entendesse do assunto me classificasse a maioria de nós é feminista por lutar pela igualdade entre os gêneros. Foram pesquisadores que nomearam os movimentos feminista e femista e os diferenciaram, então não podemos mudar o significado deles só porque queremos.
A questão é que o feminismo foi tomado por pessoas que classificam o mesmo dentro do femismo ou que aceitam o femismo dentro do grupo. Quando falamos de feministas, por conta disso, estamos falando de duas coisas diferentes: você está falando sobre o significado correto e histórico, e eu sobre o grupo (composto pelas mulheres feministas atuais, em especial as militantes).


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Re: Feminismo: Contra o machismo ou contra a feminilidade?

em Ter 27 Fev 2018, 21:48
Reputação da mensagem: 100% (1 votos)
Isso não muda de qualquer maneira o fato de que mesmo que algumas ou muitas, não tenho certeza quanto a proporção, feministas ainda não tenham causas para lutar, podem não ser as mesmas da época e contexto de quando o feminismo surgiu, que tinha uma visão da luta pela ascensão feminina de uma posição inferior, socialmente, a masculina o que era de fato, como não poder votar, em alguns lugares não podiam trabalhar, receber menos (o que ainda acontece em alguns lugares) e na Inglaterra por exemplo, não possuíam nem o direito de ter posses, bens ou propriedades o que as tornava obrigatoriamente dependentes de pais, irmãos, maridos e filhos pois esse direito era reservado somente aos homens.

Enfim juridicamente essa não é mais a situação, de acordo com a lei num aspecto geral temos muitos benefícios até e incentivos aparentes, mas a inferioridade moral da mulher em relação ao homem ainda é fato em muitos lugares, contextos e situações.

Como por exemplo a situação típica que ocorre no mercado de trabalho de serem negadas oportunidades profissionais a mulheres por varias razões como, por exemplo, a possibilidade de ter filhos, as vezes já ter filhos ou não ter aberto as pernas para um superior, chefe ou mesmo o entrevistador do cargo em questão para ficar (ou não as vezes só concorrer ) a vaga ou ganhar e/ou concorrer uma promoção e as vezes nem isso, as vezes vc não ganha a oportunidade e nem a chance de mostrar que tem alguma capacidade, talento ou competência e etc.

Ou ter empréstimos ou financiamentos negados ou dificultados quando se pretende investir ou abrir um negócio, já presenciei situações onde muitas mulheres com nome limpo e extensa carreira profissional e boas referencias tem muitas dificuldades em conseguir empréstimos ao contrário de homens que muitas vezes mesmo tendo nome sujo, já tendo sido processados por dívidas e até com empreendimentos anteriores fracassados conseguirem mais empréstimos.
Pode parecer que não mas ainda acontece.

Juridicamente podemos ter os mesmos direitos, mas moralmente ainda somos vistas como inferiores, menos competentes, inteligentes e capazes.

E muitas outras relacionadas com o tratamento chulo que recebemos em várias outras situações.

Eu acho que nesses aspectos ainda ha muito que se lutar para mudar esse cenário que é realidade para muitas, pois nem todas fazem parte da elite ou são ricas,
Não podem garantir com nome, família, dinheiro e prestígio social um lugar ao Sol.
São muitos detalhes, alguns muito sutis, são coisas pontuais, mas quando se somam e fazemos as contas vemos o quanto pesa.

Quanto a coisas como militância para esses problemas que no meu ver é só problema de relacionamento, essa parte é besteira mesmo, mas é a que ganha atenção e os holofotes, afinal as pessoas num geral dão mais importância e peso a isso de qualquer forma, gente que faz algazarra para aparecer existe em todo lugar e o feminismo não é imune a isso, afinal um movimento social é feito de gente e não de máquinas ou "autômatos sociais" que eu saiba, nem todos irão se comportar em um padrão de conduta, é a parte humana de qualquer coisa comporta por um corpo de pessoas, mas desqualificar um movimento inteiro por causa e com isso atacar lutas por causas que no meu ver são validas por causa de um ponto e outro que nem sequer deveria receber tanta atenção, não é muito diferente da falta de bom-senso, que leva muitos militantes a reclamar por causas inócuas, até porque por mais barulho que façam por causa de uma coisa idiota como reclamar de fazer depilação ou dieta, na verdade eu não vejo isso sendo prejudicial ou afetando ninguém, porque a maioria não será estúpido ao ponto de realmente dar crédito a isso em primeiro lugar ao ponto de desejar cumprir isso como dogma, isso é coisa de 1/2 dúzia, que não teve e ainda não tem impacto social algum, e dificilmente acredito que terá qualquer dia, mas que causas ainda existem, elas existem e eu vejo o feminismo, como um que te estimula a pensar sobre as nossas circunstâncias, principalmente como mulheres óbvio, não como algo que sou obrigada a seguir cegamente, aceitar integralmente e indiscriminadamente e sem questionar, afinal isso não é religião pra começar, mas gente que radicaliza existe em qualquer lugar e com qualquer coisa, isso não significa que sou obrigada a me radicalizar, a me submeter a isso ou qualquer coisa do tipo.

Se há alguma mulher que pense ou entenda as coisas dessas forma estranha só posso mesmo olhar e lamentar intimamente por ela, mais nada mesmo se muitas não sabem ser livres, não sabem decidir por si mesmas ou escolher ou são ensinadas a serem prisioneiras de algo, acho que o feminismo é valido para lhes mostrar que o caminho da liberdade é uma escolha também, ele não precisa necessariamente ser seguido, mas ele está lá mostrando muitas outras escolhas e a pessoa saber que se pode faze-las para mim já é um passo.

Eu pessoalmente ignoro as bizarrices não acho que só porque sou mulher e que só porque o feminismo existe que eu tenho que viver e fazer tudo na minha vida baseada nele, para mim ele é uma coisa que existe e está lá, há vários caminhos sendo mostrados, várias escolhas e opções sendo mostradas, vários caminhos, várias idéias, várias formas de pensar, voltadas para a área feminina mas há, e suas lutas também, como muitos outros, não sou homossexual mas de vez enquanto leio sobre as pautas LGBT, não sou negra, mas leio sobre e etc, as convicções e etc e vejo da mesma forma que o Feminismo, e do mesmo jeito que não me vejo obrigada a seguir e fazer TUDO o que o feminismo prega ou fala ou repercute, afinal a princípio seria impossível, por outro lado não acho que sou impedida de tomar para mim ideias e conceitos da luta LGBT ou do movimento negro porque não sou homossexual, transsexual ou negra.

Mas não acho que tenho o direito de desqualificar a luta deles por causa de coisas que eu pessoalmente acho bobas, pois eu acho que um movimento social é como qualquer coisa feita por pessoas, tem coisas boas e tem coisas ruins, pois pessoas tem qualidades e defeitos, e coisas feitas por pessoas manifestam todas as qualidades e defeitos das pessoas que os compõem, para mim importa muito mais a gravidade e o peso dessas coisas, e a sua relevância.

E acho que a luta contra a depilação por exemplo é irrelevante, pois ela é besta mesmo, mas do mesmo jeito que ela é irrelevante, não tem nem mesmo relevância para desqualificar o movimento e junto com ele, lutas importantes e relevantes, as besteiras podem estar em evidência e ganhar visibilidade fácil, pois as pessoas gostam de bobagens mesmo, mas isso não significa e nem faz as coisas importantes desaparecerem ou sumirem por mágica.
Não posso reduzir todo um movimento, lutas e causas em umas poucas coisas insignificantes, isso é ser simplório, é muito medíocre.

Para mim todo e qualquer movimento possui uma história e um conhecimento e está lá para disponível ser explorado (e julgado claro se eu quiser), o que eu acho o mais importante de tudo, não vejo motivos para se eu quiser, não fazê-lo, e não buscá-lo, seja ele pertinente a mim ou não.
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Re: Feminismo: Contra o machismo ou contra a feminilidade?

em Sex 02 Mar 2018, 01:14
@Salsicha escreveu:Isso não muda de qualquer maneira o fato de que mesmo que algumas ou muitas, não tenho certeza quanto a proporção, feministas ainda não tenham causas para lutar, podem não ser as mesmas da época e contexto de quando o feminismo surgiu, que tinha uma visão da luta pela ascensão feminina de uma posição inferior, socialmente, a masculina o que era de fato, como não poder votar, em alguns lugares não podiam trabalhar, receber menos (o que ainda acontece em alguns lugares) e na Inglaterra por exemplo, não possuíam nem o direito de ter posses, bens ou propriedades o que as tornava obrigatoriamente dependentes de pais, irmãos, maridos e filhos pois esse direito era reservado somente aos homens.

Enfim juridicamente essa não é mais a situação, de acordo com a lei num aspecto geral temos muitos benefícios até e incentivos aparentes, mas a inferioridade moral da mulher em relação ao homem ainda é fato em muitos lugares, contextos e situações.

Como por exemplo a situação típica que ocorre no mercado de trabalho de serem negadas oportunidades profissionais a mulheres por varias razões como, por exemplo, a possibilidade de ter filhos, as vezes já ter filhos ou não ter aberto as pernas para um superior, chefe ou mesmo o entrevistador do cargo em questão para ficar (ou não as vezes só concorrer ) a vaga ou ganhar e/ou concorrer uma promoção e as vezes nem isso, as vezes vc não ganha a oportunidade e nem a chance de mostrar que tem alguma capacidade, talento ou competência e etc.

Ou ter empréstimos ou financiamentos negados ou dificultados quando se pretende investir ou abrir um negócio, já presenciei situações onde muitas mulheres com nome limpo e extensa carreira profissional e boas referencias tem muitas dificuldades em conseguir empréstimos ao contrário de homens que muitas vezes mesmo tendo nome sujo, já tendo sido processados por dívidas e até com empreendimentos anteriores fracassados conseguirem mais empréstimos.
Pode parecer que não mas ainda acontece.

Juridicamente podemos ter os mesmos direitos, mas moralmente ainda somos vistas como inferiores, menos competentes, inteligentes e capazes.

E muitas outras relacionadas com o tratamento chulo que recebemos em várias outras situações.

Eu acho que nesses aspectos ainda ha muito que se lutar para mudar esse cenário que é realidade para muitas, pois nem todas fazem parte da elite ou são ricas,
Não podem garantir com nome, família, dinheiro e prestígio social um lugar ao Sol.
São muitos detalhes, alguns muito sutis, são coisas pontuais, mas quando se somam e fazemos as contas vemos o quanto pesa.

Quanto a coisas como militância para esses problemas que no meu ver é só problema de relacionamento, essa parte é besteira mesmo, mas é a que ganha atenção e os holofotes, afinal as pessoas num geral dão mais importância e peso a isso de qualquer forma, gente que faz algazarra para aparecer existe em todo lugar e o feminismo não é imune a isso, afinal um movimento social é feito de gente e não de máquinas ou "autômatos sociais" que eu saiba, nem todos irão se comportar em um padrão de conduta, é a parte humana de qualquer coisa comporta por um corpo de pessoas, mas desqualificar um movimento inteiro por causa e com isso atacar lutas por causas que no meu ver são validas por causa de um ponto e outro que nem sequer deveria receber tanta atenção, não é muito diferente da falta de bom-senso, que leva muitos militantes a reclamar por causas inócuas, até porque por mais barulho que façam por causa de uma coisa idiota como reclamar de fazer depilação ou dieta, na verdade eu não vejo isso sendo prejudicial ou afetando ninguém, porque a maioria não será estúpido ao ponto de realmente dar crédito a isso em primeiro lugar ao ponto de desejar cumprir isso como dogma, isso é coisa de 1/2 dúzia, que não teve e ainda não tem impacto social algum, e dificilmente acredito que terá qualquer dia, mas que causas ainda existem, elas existem e eu vejo o feminismo, como um que te estimula a pensar sobre as nossas circunstâncias, principalmente como mulheres óbvio, não como algo que sou obrigada a seguir cegamente, aceitar integralmente e indiscriminadamente e sem questionar, afinal isso não é religião pra começar, mas gente que radicaliza existe em qualquer lugar e com qualquer coisa, isso não significa que sou obrigada a me radicalizar, a me submeter a isso ou qualquer coisa do tipo.

Se há alguma mulher que pense ou entenda as coisas dessas forma estranha só posso mesmo olhar e lamentar intimamente por ela, mais nada mesmo se muitas não sabem ser livres, não sabem decidir por si mesmas ou escolher ou são ensinadas a serem prisioneiras de algo, acho que o feminismo é valido para lhes mostrar que o caminho da liberdade é uma escolha também, ele não precisa necessariamente ser seguido, mas ele está lá mostrando muitas outras escolhas e a pessoa saber que se pode faze-las para mim já é um passo.

Eu pessoalmente ignoro as bizarrices não acho que só porque sou mulher e que só porque o feminismo existe que eu tenho que viver e fazer tudo na minha vida baseada nele, para mim ele é uma coisa que existe e está lá, há vários caminhos sendo mostrados, várias escolhas e opções sendo mostradas, vários caminhos, várias idéias, várias formas de pensar, voltadas para a área feminina mas há, e suas lutas também, como muitos outros, não sou homossexual mas de vez enquanto leio sobre as pautas LGBT, não sou negra, mas leio sobre e etc, as convicções e etc e vejo da mesma forma que o Feminismo, e do mesmo jeito que não me vejo obrigada a seguir e fazer TUDO o que o feminismo prega ou fala ou repercute, afinal a princípio seria impossível, por outro lado não acho que sou impedida de tomar para mim ideias e conceitos da luta LGBT ou do movimento negro porque não sou homossexual, transsexual ou negra.

Mas não acho que tenho o direito de desqualificar a luta deles por causa de coisas que eu pessoalmente acho bobas, pois eu acho que um movimento social é como qualquer coisa feita por pessoas, tem coisas boas e tem coisas ruins, pois pessoas tem qualidades e defeitos, e coisas feitas por pessoas manifestam todas as qualidades e defeitos das pessoas que os compõem, para mim importa muito mais a gravidade e o peso dessas coisas, e a sua relevância.

E acho que a luta contra a depilação por exemplo é irrelevante, pois ela é besta mesmo, mas do mesmo jeito que ela é irrelevante, não tem nem mesmo relevância para desqualificar o movimento e junto com ele, lutas importantes e relevantes, as besteiras podem estar em evidência e ganhar visibilidade fácil, pois as pessoas gostam de bobagens mesmo, mas isso não significa e nem faz as coisas importantes desaparecerem ou sumirem por mágica.
Não posso reduzir todo um movimento, lutas e causas em umas poucas coisas insignificantes, isso é ser simplório, é muito medíocre.

Para mim todo e qualquer movimento possui uma história e um conhecimento e está lá para disponível ser explorado (e julgado claro se eu quiser), o que eu acho o mais importante de tudo, não vejo motivos para se eu quiser, não fazê-lo, e não buscá-lo, seja ele pertinente a mim ou não.

Fiquei até tocada :joia:

Agora que eu penso sobre isso, faz até sentido existirem lutas tão bobas hoje em dia agora que as mulheres já conquistaram tanto. Quer dizer, não tem muito mais pelo que lutar a não ser que repetissem o que já disseram antes. O movimento feminista já luta pelos problemas mais graves, mas talvez existam mulheres que detestam o machismo ao ponto de acumular raiva demais para lutar por pouco, aí elas tentam lutar por cada detalhe.

Ou algo mais. Não dá pra entrar na cabeça delas pra saber :P
Spoiler:
Mas às vezes eu entendo quando lembro que o Dante existe =.= Seria muito radical torturá-lo até a morte? Eu não posso considerar um favor para a humanidade? =.=



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